Eu... nada planejo . Dou um salto no escuro e mastigo trevas, e nessas trevas às vezes vejo o faiscar luminoso e puro de três brilhantes que não são comíveis . Eu subo à tona com um brilho em cada pupila dos olhos para transpassar o opaco do mundo, o outro entre os lábios semi-cerrados para quando eu falar minhas palavras sejam cristalinas, duras e ofuscas. (Ângela Pralini)
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Voando pela primeira vez - Rodolfo Pamplona Filho
Voando pela primeira vez...
Rodolfo Pamplona Filho
As mãos gelam
As pernas pesam
Sinto um frio na barriga
que nunca senti antes
Embarque encerrado
A porta foi lacrada
Uma voz informa instruções...
...de emergência?
Quero uma mão para apertar,
um ombro para chorar,
um ouvido para gritar
tudo que tenho a relatar...
O motor é ligado...
Vejo a terra tremer...
Tudo começa a se deslocar
Meu Deus, onde fui parar?
Sinto que estamos subindo
Engulo em seco e abro os olhos
Respiro fundo e tomo coragem
de, finalmente, olhar a janela...
E tudo se acalma
com a beleza do mundo diminuindo,
com a certeza de que não estou caindo
com as nuvens do tapete de algodão
com um novo olhar longe do chão
E tudo se acalma
com um horizonte que é uma pintura
com a bonança depois da loucura
com a paz que se tem na altura
com um medo que fácil se cura
Voando pela primeira vez...
Para a menina que sentou ao meu lado, em pleno vôo da Azul, 26/10/2010
28 de outubro de 2010 22:31
Primeira vez - de avião
O avião fura do céu e qualquer nuvem
Deslizando no ar, gelando minhas mãos
Tirando-me assim do chão – meu habitat natural - levando a qualquer lugar
É um misto de medo com diversão
Descoberta e se surpreender
É estar tão longe de todo lugar
Quem sabe mais perto de Deus
Nadando na Imensidão
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Seu Carnaval

Pra me deslocar só um momento
Te enxergar do outro lado
Transversalmente
Loucamente apaixonado
Bicicleta na via
Crianças na calçada
Luz de dia
Qualquer lua na madrugada
Coisas naturais pra achar você
E se eu despertar neste céu
Sou de olhar pro chão e rir de mim
Como cheguei à vastidão
Desde que te trago aqui
Sigo planetas em escala
Afrouxo os cinturões de Saturno
Lustro estrelas
E no céu da tua boca
Encontro qualquer tradução
Imenso...
Ar que respira
Arte que inspira
Sentir que transpira
É como relutar
Querer fugir
Pra olhar de fora
Amar ainda mais
O estado pleno de ser vivida
Por sentimentos sensacionais
Cor de pele e mordida
Felicidade nos olhos
O amor não é ferida
É sentir na alma do outro
Segredos da sua própria escrita
Sem retas ou portas de saída
É ter medo da próxima onda que aproxima
E o êxtase em mergulhá-la e enxergar corais
Subir à tona ver o céu, respirar e sorrir pela alma
Assim levarei em mim
Descobertas desta história real
Pra evolução pelo fio que liga
Meus pés na montanha com seu carnaval
Respire pela Alma

Olhou a saudade pelo espelho
E lembrou-se de cada momento
Pra reviver instantes
E a não solidão
Também estou aqui do outro lado
Imaginando seus gestos e passos
Cabelo e lábios
Tudo o que agora me fogem as mãos
E é este não despertar que me alucina
De me ver tão menina
E estar nos pés da imensidão
É navegar sem chegada
Altos e baixos, sem embarcação ancorada
É tudo o que não toco aqui
Voz no vídeo caseiro
Fotos do último passeio
Mesmos fatos, lances irreais
Nós desfazemos as receitas
Refazemos ideais
Sonho com sua chegada
Como a luz no fim da estrada
Arrancando cada pedaço que dói
Este seu prazer me sacia
Como à tarde a brisa do verão que queima
Cada estrela que conta história e irradia
Vamos deixar à calma invadir
Pra não submergir e gastar
Todo amor em simples pesar
De estar ao seu lado e dormir
Vendo você de manhã desabrochar
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Só Ela
Sozinha
Andando pelo tapete vermelho
Da minha vida
Se ela anda só
Ou só anda
Quem sabe ande comigo um dia
Só ao meu abrigo
Seu perfume brotou dos meus sonhos
Fazendo o desejo ainda mais real
Explodindo as bases
Sufocando os ares
Puxando minha gravata
Pagaria tudo pelos seus olhares
Por ela eu largaria a terapia
Iria até o Himalaia
Traria paz ao mundo
Sairia do hospício interior
Três filhos, casa, domingo ensolarado no arpoador
Beijo de bom dia
Fotografia com abraços e lembranças
Amasso no elevador
Lágrimas com sorrisos de amor
Livro do fim pro começo
Assim emociona mais
Quero descobrir e recriar o amor que sua alma faz
Inspiradora
Minha musa inspiradora
Semente da minha poesia... Alegria da minha estrada...
Abraço da minha partida... A melhor gargalhada.
A chatice que eu gosto... Companhia completa... Alma recoberta.
O telefone que hoje não tocou ainda... Comunico-me com você no pensamento.
Leia em suas linhas corporais... Cada centímetro que sempre quero mais um pouco...
Saudade sua agora engasgada... O grito que liberta... Nosso prazer sob a coberta
íntimo sabor.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Queima
Suspiro pra sentir no propagar do ar
O seu sabor
Essa saudade de mim em você
Essa falta de dor também incomoda
Tudo em você me tira o sentido
É um caminho que não tem volta
Degustar os sentidos
E perder o controle
Meu corpo queima
Até mesmo que você me olhe
Perdemos a identidade
Nome, sobrenome
Coração não sabe o pensar
Só sabe o sentir
Conjuga só o verbo amar
Encontre-me nessas estradas
Sei que você pode me achar
O tempo é só uma linha reta
Ida e volta
Sei que vamos nos esbarrar
Loucuras ao pé do ouvido
Correm pela veia do teu corpo
E só tem destino em minhas mãos
Soar o som do teu mar
No plural nunca teremos pudor
de volta
expor ideias
recriar receitas
esquecer dores
remediar cicatrizes
jogar um lenço ao vento
falar de amores
e do que não vivi
todo tempo me recordo
de minha vida passada
sinto saudades de madrugada
não me lembro porque estou aqui
felicidade desgarrada
anseio de estrada
as vezes não entendo o que senti
jogo de palavras
mensagens cruzadas
eu te encontro
me acho
inicio a história
te guardo na memória
digo pra alma que nasci
beijo cartas
atendo o telefone
mensagens no ar
as vezes não tenho resposta
uso do silêncio
para que a sinceridade não seja oposta
àquilo que omiti
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Prozac
Ou estou nesse capítulo de um seriado policial...
como... sei lá... Jack Bauer!
24 horas... em uma hora.
140 km por hora... curvas acentuadas, estradas estreitas, ultrapassagens.
Será uma prova?
Prova de fogo. Questões me queimando os neurônios, meus dias de paz.
Procuro lugares de silêncio, e até o silêncio me agride.
O nome disso tudo é Mundo Moderno. O cara que está na psicanálise.
Stress
Uma semana é como se fosse um mês... trabalho demais, detalhes demais,dinheiro de menos.
Não encontro um lugar tranquilo, que acalme meus pensamentos, que sopre meus problemas pra longe.
Preciso de uma válvula de escape, colocar isso tudo pra fora.
Ando nem me reconhecendo mais.
Responsabilidades, prostituindo habilidades.
Será exagero pedir aposentadoria aos 22??
Perdoe, minha cabeça tá um caos.
Vou parar por aqui... pareço potencializar quando entro muito em contato.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Tô mara
desejando a vida como um doce
um canapé
Mas veja só como eu viajo
Eu transcendendo o tempo
Vou no espaço
Volto
Eu sempre deixo tudo no ar
Queria me desprender de mim
Ir pra qualquer lugar
Talvez sem ninguém na estação pra esperar
Quando agente deixa a solidão pra depois
Ela nos alcança
Pega pelo pé
E é por isso e mais um pouco
Que eu volto pro meu porto seguro
Que eu volto aqui pro meu chão
Olho o avião, e as aves de verão
Esse carrossel vai me levar algum dia
Tomara não demora ...
Olha aqui como já tá a hora
Falta meio dia pra ontem!
Eu tento adiantar o tempo que não tá aqui no tato
Que besteira...
Cair na real...
Somos todos muito jovens
Pra viver e pra morrer
De amor e de sede nesse Saara cheio de miragens
Vamos olhar todos pra própria retina
Pra ver que o seu céu também é bonito
Ultra violetas cores no jardim
De infinidades de presentes
Prazeres sem fim
terça-feira, 13 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Alertas do Cais
Nosso caso não e só mais um
Está aparte de todos que vivemos
Doses de frescor, regados no calor
Ainda não conhecíamos a receita
Pés no chão... raízes no ar
A gente dança até quando não deseja dançar
Quando a música pára, nós cantamos
Quando o medo nos chama, nós gritamos
Eu não tenho medo!
de fugir
Eu não tenho medo!
de perder
O rumo é turvo
Se agente se separa
tudo para
É como perder a estrada
É como caminhar e não ter escudo
Nossa proteção desafiada
Nossa confiança tão afiada
Vamos calar as vozes
de verdades tão ferozes
A calmaria do silêncio
traz o que ainda nao provamos
Será que a humanidade é tão humana assim?
Como eu não sou, e as vezes não conheço nada de mim
Como um estranho se olhando no espelho
E se isso trouxesse sossego de perder um pouco
a tática do meu viver
Deixar as rédeas soltas
é relaxar o espírito
Ficar tenso, pensar demais
pode tirar as cores do entrelaçar de mãos
e o brilho que brota no olhar
Fala meu nome como se fosse a primeira vez
Esquece o passado e o que era antes
Se nascermos denovo quem sabe ainda podemos
nos reconhecer?
É tão simples deixar a água correr entre os dedos
Lavar as impurezas
Estar certo é nos livrar da vida e suas incertezas
É que eu gosto do velho e antigo novo
Pra não perder a prática
De ter esperança
e acordar deste sonho louco*
terça-feira, 29 de junho de 2010
TerraMar
Se eu soubesse o que é necessário
Pra não viver como se estivesse num aquário...
Se eu soubesse o que fazer
Pros mais próximos não estarem longe
como eu as vezes não estou em mim...
Inútil ter certeza... saber tudo é ser breve
Voando, estou aqui...
andando a passos lentos... mas nunca ando pra traz
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Ilustrando os dias
O perigo parece abundante
E eu ... nem modifico a respiração
Paralisada no instante momento de apreciação.
Constantemente, estou inconstante assim
Acontece quando te encontro em mim.
Te olho, em meus sonhos
Abro os olhos
E vejo a verdade
Estampada nas paredes, decoração
O teto, da minha casa interior
Você me completa, os centímetros
Os cúbicos ares
Como as sementes para terra.
Eu nasci agora,
Quando te toquei
E o amor brotou em mim novamente.
E então, se eu parar de respirar,
Vou saber que me transformei somente em luz
E pra você me tornarei o amanhecer
E o anoitecer;
Como o mar eu beijarei sua pele, e como o calor
Do sol eu vou te abraçar
Na minha noite você terá doces sonhos
Poderá viajar em mim por onde quiser
Serei o seu tão vasto universo
Pode vir morar
Eis aqui o seu lar
Venha sentir o gosto
Que só meus lábios podem te dar.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Idem

Será que há um destino traçado?
Se o mundo é um organismo vivo, está também
crescendo, evoluindo,
E se o equilíbrio dele também falhar?...
Então há uma linha tênue entre erro e acerto,
Como se fossem filhos de um mesmo pai; cada um
com o seu papel.
No dia em que todos acertarmos será que ainda
haverá o que aprender?
E se o aprender viesse antes do errar?
Sabemos que a ordem dos fatos não altera o
final, e sim a presença ou ausência.
Será que sem você eu aprenderia a amar, será
que com você eu só tinha que acertar,
e se o seu erro for meu acerto em aprender a
perdoar?
Somos nobres, santos, filhos, errantes.
A humildade talvez bastasse, o senso talvez nos falte.
A maldade nem pede licença pra inocência.
E eu aqui inerte nessa dor, sua e minha, nessa
constelação, as estrelas sem brilho,
Tentando entender o nosso amor.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Alma Latente

Pareço criança quando fico assim...
fito o céu, as luzes... as nuvens que se movem.
Eu contemplo este desabrochar de vida.
O vento me toca a pele com delicadeza
o ar que eu respiro me alivia a alma
eu não sou intensa
mas faço estes detalhes unânime
Singular é cada som
as vezes não separo o canto dos pássaros
ou o som que o vento faz nas folhas das árvores
Tudo forma uma música uniforme
toca mais que aos meus ouvidos, me orienta por dentro
Deus vem me abençoar nestes momentos especiais
Eu na maioria das vezes o encontro...
Se não o encontro, eu recolho o seu silêncio
faço dele presente: momento de fé.
Uma Oração então eu faço
"Me guarde e ilumine sempre
que meus olhos sejam janelas de minha alma
que meu sorriso transpareça somente a luz
que o Senhor criou em mim
que o meu toque e energia carregue o outro de esperança
minhas palavras tragam sempre paz e alivio
que sempre eu encontre e deixe com amor o meu semelhante"
e assim pequena
eu me faço grande
palavras que eu planto em uma linha tênue
que se estende de mim e fora de mim
o que resta de minhas palavras é o silêncio
inigualável
Como ele é parte de mim!
me estabiliza